O Brasil é uma país cujos sistemas de informação sobre saúde, gestação, parto, nascimento e morte são públicos, e estão disponíveis na internet.
Como surgem os dados?

No Brasil, para cada criança que nasce viva, é preenchido um formulário, em papel, chamado de DNV (Declaração de Nascido Vivo – em 3 vias). Nele estão informações sobre os dados da mãe, do bebê e sobre como foi o nascimento.
Este documento é a base de um banco de dados, que é analisado por pesquisadores e gestores que usam estas informações para pensar políticas públicas voltadas à melhoria da saúde da população.
A DNV é um documento necessário para fazer o registro civil (Certidão de Nascimento)
Fluxo da Declaração de Nascido Vivo

As informações são inseridas no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos, o Sinasc, a partir da via branca (que fica arquivada na Secretaria Municipal de Saúde). Além de data, horário e local do nascimento, esse sistema contém características sociodemográficas e obstétricas da parturiente, bem como informações sobre o parto e o recém-nascido.
Com a via amarela é entregue e servirá como base para a Certidão de Nascimento. A via rosa é arquivada na unidade de saúde onde ocorreu o parto.
O Sinasc é, dessa forma, uma excelente fonte de informação quando o assunto é parto e nascimento no país.
Nos trabalhamos com essa riqueza de informações para tornar as intervenções no parto mais visíveis, em especial a indução de parto, a cesariana agendada e a cesariana intraparto. Esses procedimentos são muito valiosos e importantes quando usados de maneira adequada e no tempo ideal, mas podem ser danosos se empregados de maneira inadequada, ou de forma abusiva, causando aumento na morbidade e na mortalidade maternas e perinatais. Por isso, procuramos analisar os dados para além da dicotomia parto normal x cesariana, considerando outras variáveis disponíveis no nosso sistema de informação
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