O “trabalho de parto” é o conjunto de processos fisiológicos e anatômicos que resultam em contrações uterinas e abertura (dilatação) do colo do útero. Este trabalho permite a passagem do bebê pela vagina e sua saída pela vulva, o que o chamamos o “parto”, a apartação do corpo do bebê do corpo da mãe.
Por muito tempo, o trabalho de parto foi visto como doloroso, perigoso, primitivo e humilhante, algo que as mulheres deveriam evitar sempre que possível. No entanto, nos últimos anos este conceito tem mudado radicalmente. Embora o que que desencadeia o início do trabalho de parto na gestante não seja um fenômeno totalmente compreendido, o que sabemos hoje em dia é que este início é desencadeado por processos anatômicos e neuro-hormonais interativos, complexos e finamente coordenados.
O resultado é que o início do trabalho de parto espontâneo (refletidos nas contrações uterinas e dilatação do colo, e outros sinais) em mulheres grávidas saudáveis a termo (com mais de 37 semanas completas, idealmente mais do que 39 semanas) geralmente
ocorre quando a mãe e o bebê estão no auge da capacidade neuro-hormonal e psicológica para o parto e para as transições mãe-recém-nascido.
Os benefícios fisiológicos do trabalho de parto e nascimento
espontâneos incluem a otimização as complexas transições de gestante-para-mãe e de feto-para-recém-nascido, como o início da amamentação, do apego mãe-bebê e de outros resultados de saúde de curto e longo prazo. Hoje sabemos que o parto espontâneo reduz os riscos imediatos para os nascidos (de
dificuldades respiratórias, infecções, internação em UTI, ou mesmo de morte
neonatal).
Além disso,
pesquisas indicam que passar pelo trabalho departo reduz também o risco de doenças crônicas ao longo da vida, como obesidade, diabetes, hipertensão arterial, doenças inflamatórias, e mesmo alguns tumores. Por isso, é importante
que as mulheres sejam informadas destes benefícios durante o pré-natal, para
buscarem ter seus bebês em instituições que estejam alinhadas com suas
necessidades.