No Brasil, como em outros países da América Latina, o termo “violência obstétrica” é o mais utilizado para descrever as diversas formas de abuso ou desrespeito ocorridos na assistência à gravidez, ao parto, ao pós-parto e ao abortamento. Outros descritores também são usados na região e em outras partes do mundo para o mesmo fenômeno, como: violência de gênero no parto e ab0rt0, violência no parto, abuso obstétrico, violência institucional de gênero no parto e ab0rt0 (D’OLIVEIRA; DINIZ; SCHRAIBER, 2002), desrespeito e abuso (BOWSER; HILL, 2010), crueldade no parto (GOER, 2010), assistência desumana/desumanizada, violações dos direitos humanos das mulheres no parto (CLADEM; CRLP, 1998; DINIZ, 2001), abusos, desrespeito e maus-tratos durante o parto
(OMS, 2014), entre outros.
Em 1993, a Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento (ReHuNa), em sua carta de fundação, parte do reconhecimento das “circunstâncias da violência e constrangimento em que se dá a assistência” (DINIZ, 2001). No entanto, a organização deliberadamente decidiu não falar abertamente sobre violência, favorecendo termos como “humanização do parto” e “a promoção dos direitos humanos das mulheres”, temendo uma reação hostil dos profissionais sob a acusação de violência (DINIZ, 2001).
Um conjunto de definições de abuso e desrespeito na. assistência obstétrica tem sido proposta, uma delas é a lei sobre violência contra a mulher da Venezuela (PANOS, 2007), pioneira em tipificar esta forma de violação de direitos:
Entende-se por violência obstétrica a apropriação do corpo e dos processos reprodutivos das mulheres por profissional de saúde que se expresse por meio de relações desumanizadoras, de abuso de medicalização e depatologização dos processos naturais, resultando em perda de autonomia e capacidade de decidir livremente sobre seu corpo e sexualidade, impactando negativamente na qualidade de vida das mulheres (PANOS, 2007, p. 30).
Categorias de desrespeito e abuso, direitos correspondentes e exemplos de situações de abuso e desrespeito nas assistência obstétrica

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Intervenções mais frequentes na cena do parto
No parto vaginaI algumas intervenções não tem comprovação científica e são utilizadas rotineiramente deixando o parto vaginaI mais dolorido e ampliando os riscos entre a mulher e o bebê.

